Auto-Ajuda
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Inteligência Amorosa
...a habilidade de amar com sucesso
O
que é ter inteligência amorosa?
Ter inteligência amorosa é, antes de qualquer coisa, ter auto-estima,
saber a hora certa de falar e de calar, de chegar e de se retirar, de
impor e de aceitar.
Como diz o psiquiatra e escritor José Angelo Gaiarsa, "é a arte
de se relacionar bem com os outros, de ter tato, de perceber o(a) parceiro(a). De ter a percepção do não-verbal: o rosto, o tom de voz
o sorriso. Tudo isso quer dizer muitas coisas", diz ele.
Mas muitas pessoas são inteligentes em todos os aspectos da vida, e
quando chega a hora de se relacionar amorosamente não conseguem se dar
bem: pressionadas pelo mundo, pela competitividade (que o mercado de
trabalho impõe), pela mídia (que estabelece padrões de comportamento)
pela família e pelos amigos (que cobram status e estado civil),
tornam-se presas fáceis de sua ansiedade e da falta de tato. Resultado:
frustração.
“Quando você se dá bem com alguém, a convivência é como
uma dança”, explica oDr. Gaiarsa. “Dançar é ter inteligência
amorosa com esta pessoa, e significa olhar bem, ouvir com atenção a música
da voz, dialogar usando a percepção: não é entender
o outro com a cabeça nem
dialogar com as palavras; é perceber o outro inteiramente”, ensina. ©
2004/2004 -by Sabetudo.net.
Atitudes de amantes inteligentes
De nada adianta ser extremamente apaixonado(a), fazer juras de amor, dar
milhões de presentes e ser um(a) expert na cama se você não tiver
inteligência amorosa: amar, só – mesmo que seja muito – não é o
suficiente para que uma relação vá em frente. Ou, o que ainda é mais
difícil, para que ela dê certo.
Ter inteligência amorosa significa não ter preguiça de perceber o seu
próprio comportamento ( prestar atenção nas próprias atitudes), como
também o comportamento do parceiro. É, também, um exercício de doação,
generosidade e maturidade:
Algumas atitudes que significam inteligência
amorosa:
-Aceitar que o parceiro mantenha amizade com pessoas que você não
aprecia – se não se tratar de gente do mal, mas apenas de uma antipatia
sua. Escolher as amizades dele(a) não é um direito seu.
-Respeitar e aceitar opiniões e atitudes do outro, mesmo que, a princípio,
você tenha a sensação de estar sendo desconsiderado(a). O sentimento de
desconsideração quase sempre já vem embutido na discordância. Antes de
discutir, avalie as reais conseqüências da divergência.
-Entender que quando o outro prefere ficar só ou encontrar os amigos não
está rejeitando você – a rejeição é um sentimento negativo, que faz
mal e que facilmente pode tomar conta de pessoas apaixonadas. Aprender a
dividir o(a) parceiro(a) com outras pessoas (no sentido de reconhecer a
autonomia de quem amamos) não somente é saudável como também é um
exercício de maturidade e generosidade.
-Não entrar no jogo do outro, quando ele(a) está nervoso(a) e provoca
uma briga. Saber ficar calado(a) e manter a calma diante de uma provocação
é a melhor maneira de evitar desentendimentos desnecessários e
desgastantes.
-Ser capaz de fazer uma crítica ou uma queixa de forma direta, objetiva e
tranqüila – e, dessa forma, evitar cobranças, não deixando que a
reclamação original evolua para uma lista de queixas ou de defeitos.
Assim, não terminar a questão com uma briga.
- Não varrer problemas ou divergências para debaixo do tapete esperando
que as coisas se resolvam sozinhas, nem fechar a cara e ficar em silêncio
para encerrar um assunto difícil – mas esperar o momento mais propício
(quando ambos estiverem calmos e, portanto, capazes de dialogar) para
resolver as coisas.
-Não acreditar que o amor do outro é inesgotável e que a vida juntos é
para sempre – quem pensa assim se descuida, trata mal a relação e o
parceiro(a), faz com que a convivência fique chata e sem as bases de
respeito e de carinho. Resultado: um dia se surpreende por levar o fora.
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