A Bíblia e a Bebida Alcoólica

A Bíblia e a Bebida Alcoólica

Gary Fisher

por Leoberto Negreiros

Às vezes parece difícil saber ao certo que postura o cristão deve tomar diante das bebidas alcoólicas. De um lado, acham-se muitos textos que parecem incentivar a abstinência, mas, por outro lado, há trechos em que Jesus transformou a água em vinho, bebeu vinho etc. Qual é o ensino das Escrituras acerca do uso do álcool e da bebida forte?

Para entendermos esse assunto corretamente, é necessário começar com uma postura adequada. Devemos descartar as idéias preconcebidas e não procurar encaixar as Escrituras à força na posição que preferimos ou já conclui ser a mais correta. Precisamos tratar da questão com a mente aberta e tentando apenas descobrir o que a Palavra de Deus ensina sobre o assunto.

Este artigo tratará de vários aspectos das Escrituras e, somente após de analisarmos vários textos e conceitos, chegaremos a uma conclusão sobre o cristão e as bebidas alcoólicas.

Quando ler esses trechos que mencionaremos, procure entender cada um por vez, mas aguarde para só no fim do estudo formular uma conclusão que põe em conta todos os aspectos em questão.


Analise vários textos.

Esses textos serão citados com poucos comentários. Estude cada um e analise com cuidado o seu significado:

O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio” (Provérbios 20:1). O sábio mostra que há um perigo no vinho e que ele é enganador. Ouve, filho meu, e sê sábio; guia retamente no caminho o teu coração. Não estejas entre os bebedores de vinho nem entre os comilões de carne. Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência vestirá de trapos o homem” (Provérbios 23:19-21). Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos? Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada. Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco. Os teus olhos verão cousas esquisitas, e o teu coração falará perversidades. Serás como o que se deita no meio do mar e como o que se deita no alto do mastro e dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Então tornarei e beber” (Provérbios 23:29-35).

Que cena patética a do homem que se deixou vencer pelo álcool. Palavras do rei Lemuel, de Massá, as quais lhe ensinou sua mãe. Que ti direi, filho meu? Ó filho do meu ventre? Que ti direi, ó filho dos meus votos? Não dês às mulheres a tua força, nem os teus caminhos, às que destroem os reis. Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte. Para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos. Dai bebida forte aos que perecem e vinho, aos amargurados de espírito; para que bebam e se esqueçam da sua pobreza, e de suas fadigas não se lembrem mais” (Provérbios 31:1-7).

O vinho não serve para os reis, mas sim para os que não têm nada por que viverem.

Ai dos que se levantam pela manhã e seguem a bebedice e continuam até alta noite, até que o vinho os esquenta!” (Isaías 5:11). “Ai dos que são heróis para beber vinho e valentes para misturar bebida forte” (Isaías 5:22). “O Senhor derramou no coração deles um espírito estonteante; eles fizeram estontear o Egito em toda a sua obra, como o bêbado quando cambaleia no seu vômito”. (Isaías 19:14). “Mas também estes cambaleiam por causa do vinho e não podem ter-se em pé por causa da bebida forte; o sacerdote e o profeta cambaleiam por causa da bebida forte, são vencidos pelo vinho, não podem ter-se em pé por causa da bebida forte; erram na visão, tropeçam no juízo. Porque todas as mesas estão cheias de vômitos, e não há lugar sem imundícia” (Isaías 28:7-8).

Junto com a vergonha da embriaguez, as Escrituras geralmente frisam o efeito causado sobre a mente. Quando sacerdotes, profetas e juízes bebem, eles desviam os homens de Deus. O texto a seguir ressalta o mesmo pensamento: A sensualidade, o vinho e o mosto tiram o entendimento” (Oséias 4:11). “Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro, misturando à bebida o seu furor, e que o embebeda para lhe contemplar as vergonhas! Serás farto de opróbrio em vez de honra; bebe tu também e exibe a tua incircuncisão; chegará a tua vez de tomares o cálice da mão direita do SENHOR, e ignomínia cairá sobre a tua glória” (Habacuque 2:15-16).

Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus”. (1 Coríntios 6:9-10). “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissenções, facções, invejas, bebedices, glutonarias e cousas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro como já, outrora, vos preveni que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam” (Gálatas 5:19-21). “Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andando em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias. Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão” (1 Pedro 4:3-4). A embriaguez é um pecado muitas vezes condenado.
Analise a História.

A bebida forte tem um passado sórdido. O justo Noé caiu por causa do vinho: “Bebendo do vinho, embriagou-se e se pôs nu dentro de sua tenda” (Gênesis 9:21). Parece que a bebida alcoólica influencia a pessoa para fazer o que jamais faria se estivesse sóbria.

Quando as filhas de Ló desejaram ter filhos do pai, elas o embriagaram e depois o procuraram. O álcool em si não estimulou a concepção, mas elas sabiam que Ló ficaria muito mais passível de cometer essa imoralidade se estivesse bêbado. Subiu Ló de Zoar e habitou no monte, ele e suas duas filhas, porque receavam permanecer em Zoar; e habitou numa caverna, e com ele as duas filhas. Então, a primogênita disse a mais moça: Nosso pai está velho, e não há homem na terra que venha unir-se conosco, segundo o costume de toda terra. Vem, façamo-lo beber vinho, deitemo-nos com ele e conservemos a descendência de nosso pai. Naquela noite, pois, deram a beber vinho a seu pai, e, entrando a primogênita, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou. No dia seguinte, disse a primogênita a mais nova: Deitei-me, ontem, à noite, com o meu pai. Demos-lhe a beber vinho também esta noite; entra e deita-te com ele, para que preservemos a descendência de nosso pai. De novo, pois, deram aquela noite, a beber vinho a seu pai, e, entrando a mais nova, se deitou com ele, sem que ele o notasse, nem quando ela se deitou, nem quando se levantou. E assim as duas filhas de Ló conceberam do próprio pai”. (Gênesis 19:30-36).

Absalão decidiu matar Amnom enquanto este bebia talvez por crer que ele seria menos capaz de se defender se estivesse num estado um tanto inebriado: Absalão deu ordem aos seus moços, dizendo: Tomai sentido; quando o coração de Amnom estiver alegre de vinho, e eu vos disser: Feri a Amnom, então, o matareis. Não temais, pois não sou eu quem vo-lo ordena? Sede fortes e valentes” (2 Samuel 13:28).

Um dos pecados de Belsazar, na noite em que viu a mão na parede e em que seu reino foi tomado, foi o fato de estar bebendo: Beberam o vinho e deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra” (Daniel 5:4).

Analise a palavra vinho na Bíblia.

O termo vinho na Bíblia tem vários significados.

Nos textos acima, está claro que a palavra se refere à bebida alcoólica. Mas, em outras ocasiões, significa suco de uva. Examine, por exemplo, Lucas 5:36-38: Também lhes disse uma parábola: Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha; pois rasgará a nova, e o remendo da nova não se ajustará à velha. E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres; entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos”. O vinho novo nesse texto diz respeito ao suco de uva fresco. A idéia é que quando o suco é posto nos odres, ele aumenta durante o processo de fermentação. Se colocado em odres velhos que já estão esticados, estes se romperão. É um fato geralmente aceito como mostra claramente esse texto, que o vinho na Bíblia nem sempre era alcoólico. Talvez as nossas palavras beber e bebida possam ser um bom exemplo da mesma duplicidade de sentido. Dependendo do contexto, beber pode certamente estar relacionado com bebidas alcoólicas ou apenas significar a ingestão de algum líquido qualquer.

É muito importante lembrarmos desse sentido duplo da palavra vinho. Em João 2, Jesus transformou perto de 600 litros de água em vinho, fez isso depois que os convidados da festa “beberam fartamente”. Jesus fez vinho suco de uva ou vinho alcoólico? Lembre-se que as duas coisas são possíveis tendo em vista a própria definição do termo vinho. Mas há duas considerações que nos levam a crer firmemente que se tratava de suco e não de bebida alcoólica. Em primeiro lugar, Jesus o fez na hora. No primeiro momento em que o vinho daquela época era produzido, ele era suco. Somente após um processo de envelhecimento e de fermentação é que se tornava alcoólico. Em segundo lugar, o que é mais importante, se Jesus tivesse feito vinho alcoólico, ele teria estado incentivando a embriaguez. A questão aqui não é um ou dois copos de vinho. Essas pessoas, após já terem bebido muito, receberam mais umas centenas de litros. Jesus jamais incentivou os pecados do homem, tampouco contribuiu para eles. Portanto, parece claro que esse vinho era do tipo não-alcoólico.

É também útil entender algumas coisas sobre os vinhos alcoólicos das terras bíblicas. Naquela época, só havia fermentação natural. Eles ainda não tinham inventado a tecnologia para acrescentar mais álcool às bebidas fermentadas por processo natural. Isso significa que o mais alcoólico dos vinhos da Palestina tinha cerca de 8% de álcool. Pela lei, esses vinhos eram diluídos em água, normalmente três ou quatro partes de água para uma parte de vinho. Esses vinhos fracos, enfraquecidos mais ainda pela adição de enormes quantidades de água, passaram a ser usados como bebidas para acompanhar as refeições. Não eram usados como bebidas, mas apenas como se usa um copo de água ou uma xícara de café que se bebe com a refeição. Vários textos bíblicos parecem apontar para esse uso do vinho -- como uma bebida para acompanhar as refeições (observe 1 Timóteo 3:3, 8; Tito 1:7; Mateus 11:18-19).

Analise algumas conclusões.

 Provérbio 23 já citado condena o uso do vinho “vermelho”! Que brilha no copo. O tipo de bebidas alcoólicas usado em nossa sociedade é o mesmo tipo sistematicamente condenado na Bíblia. Jamais fiquei sabendo de alguém que tomasse um pequeno copo de vinho fraco diluído na proporção 4/1 de água como acompanhamento de uma refeição. Os vinhos, as cervejas e os licores de hoje enquadram-se na categoria de bebida forte, e nenhum texto sequer pode ser encontrado na Bíblia que permita que sejam consumidos por um filho de Deus.

– Paulo estimulou a Timóteo de modo especial para que tomasse “um pouco de vinho” por questões de saúde (1 Timóteo 5:23). Às vezes se usa esse texto para mostrar que é possível beber. Mas, de fato, o que ele faz é justamente o oposto. Se Timóteo tivesse tido o hábito de beber uma cerveja aqui e ali, por que precisou que Paulo lhe desse uma permissão especial para usar um pouco de vinho como remédio? Esse texto nos leva à conclusão de que o uso de álcool pelo cristão deve ser uma exceção, não uma regra. Muitos remédios de nossos dias contêm álcool ou outras drogas intoxicantes. O discípulo de Cristo deve ser muito cuidadoso com eles e usá-los apenas com muita moderação. O fato de que uma exceção precisou ser dada para permitir o uso de remédios com teor alcoólico sugere que é errado beber por prazer.

A} – O servo de Cristo deve sempre analisar o efeito de seus atos sobre o próximo: “É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer qualquer outra cousa com que teu irmão venha a tropeçar” (Romanos 14:21; - “Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar”.  Mateus 18:6).

Mesmo que o cristão pudesse beber moderadamente, de qualquer modo esse texto ainda o estaria proibindo na maioria dos casos. A bebida alcoólica leva tantos cristãos a cair, que aquele que tenta ajudar o seu irmão a não tropeçar certamente não lhe dará o exemplo, bebendo diante dele.

B} – A Bíblia sistematicamente exige que sejamos sóbrios (leia com cuidado 1 Tessalonicenses 5:6; 2 Timóteo 4:5; 1 Pedro 4:7; 5:8). Entre as primeiras conseqüências da bebida são a ausência de inibições, o enfraquecimento do autocontrole, a falta de juízo. Essas conseqüências ocorrem bem antes da pessoa começar a perder o controle das habilidades motoras, a falar arrastadamente etc. O inimigo está sempre procurando-nos tentar; para enfrentar a essas tentações, o filho de Deus deve estar profundamente alerta e sóbrio em todo tempo. Embora não fosse possível afirmar, com base nas Escrituras, que ingerir qualquer quantidade de álcool por qualquer motivo é sempre pecado, parece claro que o servo de Deus não será alguém que simplesmente bebe canecas de cerveja ou taças de vinho. O beber socialmente que vê hoje em dia é o tipo condenado em muitos textos das Escrituras Sagradas. “O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; todo aquele que por eles é vencido não é sábio” (Provérbios 20:1).

Liberdade da Lei (Romanos 7:1-25)


 

Introdução:

Resumo do contexto da lei em Romanos; veja  3:20-21,30-31; 4:13-16; 5:20-21; 6:14.

A lei testemunhada e estabelecida pelo evangelho de Cristo.

A lei entrou para aumentar a transgressão a fim de mostrar a necessidade de Cristo.

Promessa não através da lei; ninguém justificado por lei.

No contexto, primeiramente referindo à Lei de Moisés, mas, no princípio, a qualquer lei.

Não podemos ser justificados por um sistema legal, numa base de lei.

A inocência pela lei envolve guardá-la.

Cristo não veio para trazer uma lei melhor de modo que a guardando poderíamos ser salvos.

Não estamos sob a lei como meio de justificação.

Não sob a lei (7:1-6)

Lembre-se de Romanos 6:14: não estamos debaixo da lei, mas da graça.

Proposição básica (Rm 7:1): a lei não obriga os mortos.

Ilustração (Rm 7:2-3).

A morte liberta a pessoa da lei do casamento.

Enquanto o marido vive, a mulher é adúltera se casar-se com o outro homem.

Aplicação (Rm 7:4): desde que morremos e a lei não obriga os mortos, não estamos sob a lei.

Por meio do corpo de Cristo, seu corpo crucificado.

Participamos da morte de Cristo e de seu significado quando somos batizados (Rm 6:3-4).

Na morte de Cristo ele satisfez a exigência da lei (Gálatas 3:13), e assim, em nossa união com a morte de Cristo somos libertados da lei.

Observe os significativos paralelos entre os capítulos 6 e 7 de Romanos.

Morremos para o pecado, para a lei (6:2; 7:4).

Estamos livres do pecado e da lei (6:18; 7:3).

Justificados do pecado, libertados da lei (6:7; 7:6).

Novidade de vida, novidade de espírito (6:4; 7:6).

No batismo, somos libertados do pecado e da lei.

Resumo (7:5-6).

Quando vivíamos: capítulo 7 de Romanos.

Segundo a carne; dependentes de nossa própria capacidade moral.

As paixões operavam pela lei e produziram o pecado em nossos membros.

O pecado levou à morte.

Agora: capítulo 8 de Romanos.

Libertados da lei.

Servir em novidade de espírito e não em Antigüidade da letra:

Compara aquele que tem a lei em livros e rolos, porém não a obedeceu, com o homem que permite à lei penetrar em seu coração (veja Romanos 2:25-29; Ezequiel 36:26-27; Jeremias 3:6-10; 31:31-34).

2 Coríntios 3:6 compara a época da Lei e a época do Espírito; isto é, judaísmo com cristianismo.

 

Perguntas: 

1.  Qual é o princípio básico referente à aplicação de lei (7:1)?.....................................................

2.  Como Paulo ilustrou este princípio?........................................................................................

3.  Qual é a aplicação que ele fez (7:4)?.....................................................................................

4.  Desafio adicional: Quais são os contrastes entre 7:5 e 7:6?.................................................


 

É a lei pecado? (7:7-13).

Paulo corrige um possível mal entendido de seu ensinamento. Ele tinha dito que o pecado era através da lei e alguém poderia pensar que ele estivesse fazendo da lei o autor do pecado. O propósito de Paulo neste parágrafo e no próximo é inocentar a lei.

De fato, a lei define o pecado e tornou Paulo ciente do pecado (7:7).

O pecado usava a lei como uma oportunidade para produzir a ação errada (7:8-11).

O pecado é um tirano que abusa da lei para matar.

A lei torna-se a base de operações que o pecado usa.

Considere o caso de Adão e Eva.

O diabo usou o mandamento de Deus. Ele perguntou, “Deus disse?” (Gênesis 3:1 a 7).

Persuadiu-os a pecar, e assim matou-os.

Considere o caso do apóstolo Paulo.

Sem a lei (na infância): o pecado estava morto e ele estava vivo [este texto refuta a doutrina do pecado herdado (Romanos 7:8)].

Quando veio o mandamento (em tempo de responsabilidade): o pecado tornou-se vivo e ele morreu.

Assim o mandamento que foi dado para dar vida terminou produzindo morte porque o pecado usa a lei para nos matar.

 

Resumo (Romanos 7:12-13).

A lei em si é santa, justa e boa.

Não foi a lei, mas o pecado usando a lei, que causou a morte.

Não culpe a espada porque nas mãos do inimigo ela mata o homem, para cuja defesa ela foi feita.

Não culpe o extintor de incêndio se alguém o usar para bater e matar outra pessoa.

O pecado usa a lei talvez em dois sentidos.

Não haveria pecado se não houvesse lei, porque o pecado é uma violação da lei.

Algumas vezes o que é proibido automaticamente se torna mais atraente (Provérbios 9:17).

O abuso da lei pelo pecado.

Mostra a malignidade do pecado causando a morte pelo que é bom.

Mostra a necessidade da salvação.

 

Perguntas:

1. Qual o relacionamento entre o pecado e a lei?.........................................................................

2. Quando Paulo era vivo sem a lei?...........................................................................................

3. Qual é a avaliação de Paulo referente à lei?.............................................................................

4. Quais propósitos a lei cumpriu?..............................................................................................


 

A debilidade da lei (7:14-25).

Os principais propósitos deste trecho.

Para inocentar a lei, e pôr a responsabilidade pelo pecado no homem.

Para mostrar como o pecado usa a lei para produzir a morte.

Para mostrar a relação entre o homem e a lei.

Para mostrar nossa necessidade de sermos redimidos da lei.

 

A lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido à escravidão do pecado.

O problema não era a lei, mas o material com o qual a lei tinha que trabalhar (7:16; 8:3).

Paulo está se descrevendo sob a lei, deixado a si mesmo.

Paulo terminou fazendo o que ele não queria fazer

Quando um homem fica sozinho diante da lei de Deus, o pecado entra, captura e escraviza; um homem não é senhor nem mesmo de sua própria casa.

O problema não está com o desejo, mas com a execução.

 

Ilustração: que força moral há para manter limpa uma folha de papel suja? Não importa o que Paulo fez, ele era um pecador.

 

Cinco leis.

Lei de Deus = lei da minha mente: o que ele queria fazer.

Lei do pecado = lei de meus membros; o que ele acabou fazendo.

Lei completa de seu ser (7:21): uma luta existe entre as duas leis e a lei do pecado vence.

 

Conclusão (7:24-25).

Desventurado homem que sou! Grito desesperado por socorro do homem que apesar de uma luta valente é ainda mantido cativo pelo pecado.

Graças a Deus: Cristo é o libertador; antecipa o capítulo 8, onde o homem é libertado da lei do pecado em Cristo.

 

Resumo: o estado do homem sem a graça: ele deseja servir a Deus, mas as paixões pecaminosas levam-no a servir a lei do pecado.

 

Aplicação: alguns não obedecem ao evangelho porque temem que não possam “vivê-lo”. A verdade é que não podem fora de Cristo. 

Eles não devem tentar aperfeiçoarem-se por si mesmos antes de chegarem ao evangelho.

 

Perguntas:

1. Como era a condição do homem descrito neste parágrafo?.......................................................

2. Como Paulo poderia conseguir escapar do domínio do pecado?.................................................

3. Desafio adicional: Este homem estava sob a lei ou sob a graça? Defenda sua resposta.

 

Texto completo sobre o fim da lei e o poder da Graça de Deus: Romanos 3:21 a 5:21.

 

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