HISTÓRICO DA C C B
Este
histórico é dedicado aos membros da C C B que tem curiosidade em saber como foram
os
primeiros passos de nossos irmãos no começo da C.C. neste pais. Notamos que
o Senhor preparou várias situações e colocou sua Unção no coração de homens e
mulheres comprometidos com o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. O ano é
1.890 e falamos de Louis Francescon
A
Congregação Cristã no Brasil
(C C B) iniciou-se no Brasil mediante a Vontade
de Deus, colocando no coração de seu Servo, o missionário Luigi Francesconi
conforme o original italiano, a missão de seguir para o Brasil.
Anteriormente, seguia a doutrina dos Valdenses (seguidores do francês Pedro
Valdo [1140-1217], que afirmava que a Bíblia deveria ser lida na língua
vernácula, que os padres católicos e os sacramentos eram desnecessários para a
salvação, rejeitava a oração aos santos, o purgatório e as missas em favor dos
mortos), conforme Francesconi relata, ele passou a professar a crença dos
presbiterianos de origem italiana.
Em 1.890 Louis
ouviu o evangelho por meio da pregação do irmão Miguel Nardi. Em dezembro de
1891 sentiu do Senhor a compreensão do novo nascimento.
Louis
Francescon, nasceu em Cavasso Nuovo, província de Udine, Itália, em 29 de Março
de 1866. Ainda jovem, aos 24 anos de idade, após ter cumprido o serviço militar,
imigrou-se para os Estados Unidos da América, chegando a Chicago em 03 de março
de 1.809 onde teve seu primeiro contato com o evangelho de Cristo através da
igreja Valdense. Logo após, fundou com a ajuda de alguns crentes a igreja
Presbiteriana Italiana, no entanto seu questionamento sobre o batismo por
aspersão não permitiu tão pouco sua permanência nessa denominação, desligando-se
dela algum tempo depois. Em 1907 quando florescia nos E.U.A o movimento
pentecostal, Francescon tomou conhecimento dele através do pastor batista
Willian H. Durham um dos pioneiros do movimento pentecostal sendo batizado no
Espírito Santo nesse mesmo ano. Em 1909, Louis Francescon e seu companheiro
Giacomo, também pioneiro do movimento pentecostal na Itália, por mandamento
divino, chegam a Argentina e posteriormente ao Brasil em 8 de Março de 1910.
Tendo começado em São Paulo e no Paraná fundaram de inicio uma igreja com vinte
pessoas. Seu campo de pregação se deu inicialmente em Santo Antonio da
Platina e São Paulo, Capital, em pouco tempo a Obra de Deus se espalhou depois
por todo o território nacional.
A seguir os
relatos são de Louis Francescon
Em março de 1892, com o grupo evangelizado pelo irmão M.Nardi e algumas
famílias de fé "Valdese" foi criada nesta cidade a primeira Igreja Presbiteriana
Italiana, sendo o Snr. Filippo Grilli, Pastor. Eu fui eleito um dos três
diáconos e após alguns anos, ancião.
No princípio do ano de 1894, encontrando-me em Cincinati, Ohio, em serviço
material, aconteceu que, estando numa noite de joelhos em meu quarto lendo o
Cap. 2 da carta aos Colossenses, ao chegar no verso 12 ouvi uma voz que me
repetiu por 2 vezes: "Tu não obedeceste a este meu mandamento". Então respondi:
"Senhor jamais alguém me falou neste assunto".
Em 1º de janeiro de 1895, casei-me com
Rosina Balzano
salva também em nosso meio em
princípio de 1892.
Como membro da administração da referida Igreja, falei do batismo
determinado nas escrituras e como o Senhor mesmo me ordenou obedecê-lo. Todos se
manifestaram contra mim, inclusive o Pastor, ao qual eu tinha comunicado por
carta na mesma noite que o Senhor me havia falado.
No ano de 1898, o Senhor salvou o irmão Giuseppe Beretta por meio dos
Metodistas Livres, Americanos, o qual após algum tempo uniu-se conosco,
presbiterianos Italianos.
Falei-lhe também muitas vezes do citado batismo mas, no momento não lhe era dado
compreender. Em princípio de setembro de 1903 nos encontramos em Elgin, ILL.,
(no local onde eu com o irmão G. Marin estávamos executando um trabalho), lhe
falei novamente m presença deste, da necessidade em obedecer ao mandamento de
nosso Senhor.
Então, servindo-se Deus também de outros meios, convenceu-se e
dois dias após fez-se batizar mesmo em Elgin, por um irmão Americano pertencente
à Igreja dos irmãos (Church of the Brethren). Na ocasião lhe disse: "Irmãos
Beretta, agora que sois batizado, na próxima segunda-feira, dia 7 que é o dia do
trabalho, batizar-me-ás também.
Como o Pastor se encontrava na Itália, competia a mim como
ancião presidir o serviço que se realizava no Domingo, dia 6. Assim tive
oportunidade em dizer ao povo o que eu sentia em meu coração e lhes falei: Após
9 anos que o Senhor me falou em obedecer ao seu mandamento, amanhã, com a ajuda
de Deus, terei a oportunidade em obedecê-lo e se algum de vós quiser assistir
venham ao (Lake-Front, de Chicago) em tal lugar, às tantas horas. Vieram cerca
de 25, dos quais 18 obedeceram juntamente comigo. Fomos imersos pelo irmão G.
Beretta.
Pouco tempo depois, o pastor (F. Grilli) voltou da Itália e no
primeiro domingo que nos reunimos, disse-lhe eu que desejava dirigir algumas
palavras a irmandade antes de seu sermão, o que me foi concedido. Primeiramente
perguntei a todos si eu havia feito alguma coisa errada, que testemunhassem;
responderam, que nada havia contra mim. Então exortei-os que, si quisessem
também ser participantes das promessas de Deus, seria necessário obedecê-lo
conforme sua palavra. Em seguida apresentei minha demissão de ancião, secretário
e membro daquela igreja. Todos se maravilharam e pediram que não os deixasse e
eu lhes respondi que aquela decisão não era por mim premeditada mas sim,
ordenada por nosso Senhor.
Aconteceu também, que aqueles que comigo obedeceram ao mandamento, quiseram
abandonar a Igreja o que não julguei conveniente fazerem, todavia o fizeram. Foi
necessário então que nos reuníssemos em vários lugares, pela necessidade dos que
não sabiam ler.
Assim, a primeira reunião foi feita na casa do irmão N. Moles, na
qual eu fui eleito ancião. Nessa mesma ocasião propus os irmãos G. Beretta e P.
Menconi para dirigirem o serviço uma semana cada um; depois de algumas noites
resolveu-se reunir em minha casa.
Em 2 de dezembro de 1903, embarquei para a Itália em visita a
minha família. regressando a Chicago em princípio de Maio de 1904, encontrei
estes irmãos cheios de si e em contendas sem fim . Não sabendo como proceder,
resolvi pedir conselho ao Senhor e Ele respondeu que me separasse deles até que
Ele (o Senhor) determinasse unir-me com eles novamente. Isto foi em Outubro de
1904, separando-se comigo também as famílias de N. Moles, Alberto Di Cicco e
alguns outros, reuníamo-nos de casa em casa nos dias estabelecidos, e todos os
domingos partia-se o pão, recordando a morte de nosso Senhor.
Eis alguns dos preliminares da grande obra que o Senhor fez
pelo Espírito Santo, na colônia Italiana.
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