E onde medra,
estranhamente, a esperança de um poente com passarinhos
E um vulto verde de uma lavoura,
atrás das pedras graúdas.
Nas mãos de Sara, marcadas de guerra e devastação,
O país inteiro, exangue, ainda tece, o lenço da paz.
Enquanto Sara espera, no alto rodízio dos ventos,
Entre os longos corredores sem anjos
E as lâminas flamejantes das pedras do Iraque
Em voz rouca, desde o ninho dos relâmpagos,
Uma notícia breve, uma palavra doce,
Que leve brancura de novo
Para o alinho das paredes e traga de novo
Os pássaros fugitivos de volta para os ninhos...
Autor: Jelson
Oliveira
Contra a Guerra do Iraque