Pecados Amorosos Que Acabam Com A Paixão

 

Fernanda Dannemann
Sabe aquela história de ir ao banheiro na frente do(a) parceiro(a), de palitar os dentes ou de falar um palavrão quando alguma coisa dá errado? São alguns exemplos de pequenos “pecados amorosos” que podem acabar com a magia da paixão. Embora muita gente pense que quando há intimidade essas atitudes se justificam, não é bem assim. A verdade é que para manter o clima de romance é fundamental preservar o charme.

O psicólogo Eduardo Ferreira dos Santos, garante a liberdade excessiva entre os parceiros só estraga a relação. Segundo ele, esses “pecadinhos” aparentemente inofensivos causam efeitos desastrosos no interesse de um pelo outro, e os resultados são mais sérios do que a maioria das pessoas imagina. “Há determinadas coisas na vida que são extremamente pessoais e que, quando expostas ao parceiro(a), agridem de forma irreversível, pois ultrapassam a intimidade e entram no terreno da vulgaridade”, diz ele.

Entrar demais na vida do(a) parceiro(a) ou na mente dele(a), forçar a barra para criar um clima de familiaridade ou simplesmente perder a cerimônia, podem deixar aquela sensação de desconforto que ninguém gosta de ter... Pior ainda quando provoca a sensação de invasão de privacidade.

Na esfera psicológica, também há “pecados" mortais: mentir, ser desleal, romper compromissos, ser sovina... Embora variados, todos produzem o mesmo efeito que é o resultado de uma atitude de desconsideração.

Atenção: no relacionamento a dois, o que não estiver a favor do amor e da boa comunicação entre os parceiros pode, facilmente, se transformar num erro fatal.


Pecados que acabam com o amor

Claro que os “pecados” mais perigosos são mesmo aqueles que envolvem o caráter e atitudes que demonstram desconsideração. Mas o psicólogo Eduardo Ferreira afirma que os pecados escatológicos também estão entre os piores, lembrando que há momentos na vida que devem ser vividos em total solidão, para que o9a) parceiro(a) não fique chocado(a).

Acredite: mesmo nos dias de hoje, muita gente fica desconcertada quando se vê dividindo um banheiro. Por isso mesmo, não se arrisque. Um pouco de cerimônia faz bem.


Na esfera psicológica, os “pecados” que mais difíceis de se perdoar são os seguintes:

Provocar ciúmes: nada mais antigo e fora de moda do que fazer isso. É insegurança? Imaturidade? Falta de respeito com os sentimentos do(a) parceiro(a)? O máximo que você poderá conseguir é uma briga. Sem falar na decepção que causará ao outro.

Infidelidade: com o avanço da Aids, a traição ganhou dimensões de perigo de vida, por isso é muito mais que um desrespeito à confiança do(a) parceiro(a). Cada vez mais as pessoas perdoam menos este tipo de escorregada. Além disso, a infidelidade esvazia o relacionamento.

Mentira: quem mente é capaz de qualquer coisa. Talvez por isso a mentira tenha efeitos tão devastadores a médio prazo. Mas desde o primeiro momento, ou seja, quando é descoberta, ela começa a minar o relacionamento: afinal, só os mentirosos conseguem conviver com a mentira.

Apego ao dinheiro: quem valoriza demais as finanças acaba desvalorizando as pessoas e os sentimentos. Relacionar-se com um(a) sovina destrói a boa auto-estima e deixa o parceiro(a) com a sensação de que vale muito pouco. Por isso, a pessoa pão-dura dificilmente mantém relações por muito tempo.

Grosseria ou desconsideração: nenhuma pessoa saudável agüenta levar foras por muito tempo: a estupidez é uma grande prova de desamor e de espírito rude. E a relação não dura mesmo que a dobradinha seja de um grosseiro(a) com um(a) masoquista. Aquele que faz as grosserias, inevitavelmente, perde o respeito por quem se sujeita a esse tipo de comportamento.


Deslealdade: trair a confiança revelando um segredo é um golpe duro de ser superado. Raramente alguém consegue fazer isso. Mesmo que aparentemente o traidor seja perdoado, o traído jamais se esquecerá. Resultado: a relação muda, a confiança vai para o espaço e já não mais o elo da cumplicidade. Acabar é só uma questão de tempo.

Desrespeito à família: este é um terreno sagrado: ainda que seu(sua) parceiro(a) garanta detestar a família que tem, você jamais deve assinar embaixo deste raciocínio. Não se envolva com questões de sangue: você acabará sendo chamado de “alguém de fora” e jamais será perdoado(a) por se meter em assuntos que não lhe dizem respeito.


 

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