Há pouco
tempo li uma história de amor de uma moça que se apaixonou por um homem e ele
por ela. Mas não ficaram juntos por um simples e absurdo motivo. Ele apesar de
ser um homem honesto, formado, responsável e trabalhador era negro e os pais
dela jamais aceitariam esse romance. Ela simplesmente abriu mão do seu amor sem
sequer lutar temendo o preconceito que sofreria.
Isso me deixou
pasma. Acreditem não tanto pelo fato do preconceito, que sabemos que existe, que
é absurdo e doentio. Mas sim pelo fato de uma pessoa ter aberto mão de um amor
por conta disso.
Acredito no
diálogo e na coragem de levantar argumentos a fim de realmente lutar por um
ideal, por um amor. Muitos pais criam seus filhos já com um pensamento
massificado na mente “Meu filho, ser amigo de um negro pode viu. Mas namorar,
casar, ter filhos NÃO, de jeito nenhum tá certo?”.
E assim essas
crianças viram adolescentes, adultas com esse “conselho” aprendido e seguido a
risca na cabeça, como se fosse um programa de computador.
Mas nem sempre
esses conselhos bloqueiam de haver uma atração. E aí que surge “o problema”.
No seu íntimo a
pessoa apaixonada sente uma certa culpa por estar gostando de alguém que de
forma alguma é para gostar. Na cabeça fica um turbilhão de pensamentos se
chocando. O que os pais querem, e o que você quer.
De fato não é
uma situação fácil encarar os pais, mas se você realmente está amando você deve
lutar pelo seu amor não acha? Ah sei, deve estar se perguntando como? Não é
brigando, berrando, batendo porta. Mas sim em primeiro lugar conversando,
tentando fazê-los enxergar que estão cometendo um absurdo em não permitir que
você ame alguém pelo fato de não ter a mesma cor de pele que você.
Que é isso minha
gente, a diferenciação de negros e supostamente brancos já era absurda no
período da escravidão quanto mais agora passados mais de cem anos.
Todos somos
iguais. Um negro, um brando, um índio, um oriental, um muçulmano, um judeu...
Enfim, as pessoas tem que aceitar. Os pais principalmente têm que aceitar, pois
se trata da felicidade dos seus filhos.
Caso insistam em
não aceitar, cabe unicamente a você ponderar o que realmente quer, o que
realmente trará a sua felicidade e a felicidade de quem você está amando.
A sua cabeça é seu guia... Cabe a você segui-la
corretamente.
Leandro Viana

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